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Alimentação saudável, dieta equilibrada, pratos leves – as expressões todo mundo já conhece. Mas que tipo de comida, enfim, ajuda no processo operatório? Quais ajustes essenciais a se fazer no cardápio para que a cirurgia seja mais tranquila – e a recuperação mais fácil?

Uma alimentação adequada não só contribui para o procedimento em si, como também faz com que os resultados da operação sejam mais eficientes e duradouros.

 

Por que é importante?

Por mais simples que seja, um procedimento cirúrgico sempre é uma interferência no organismo. Assim, a alimentação correta é fundamental para que o corpo reaja da melhor forma e esteja menos vulnerável a complicações.

Estudos mostram que riscos de problemas decorrentes de procedimentos cirúrgicos caem consideravelmente se o paciente, nos 30 dias que antecedem a cirurgia, comeu adequadamente. Em outras palavras, a alimentação prepara o organismo para o trauma inerente a um procedimento operatório.

Além disso, justamente por estar mais equilibrado e saudável, o corpo tende a se recuperar mais facilmente se o indivíduo tem hábitos corretos de alimentação.

É preciso atentar para dois planos: uma dieta pré-operatória e uma dieta pós-operatória. Ou seja: antes, investir em alimentos que ajudem a preparar o metabolismo; após a cirurgia, intensificar o consumo daqueles que ajudam nos processos de recuperação e cicatrização.

 

Inclua no dia a dia

Alguns alimentos ajudam a melhorar a imunidade do organismo e auxiliam na produção do colágeno – ou seja, dão aquela forcinha extra na cicatrização. Exemplos bons são tomate, pimentão e vegetais verde-escuros, como brócolis, agrião e espinafre. São alimentos que ajudam na absorção de ferro e previnem a anemia. Ingira também aqueles ricos em vitamina C, principalmente frutas como laranja, acerola, abacaxi, entre outras.

No pós-operatório, é comum que o paciente tenha dificuldade para evacuar. Por isso, é importante consumir alimentos ricos em fibras, que ajudam no funcionamento intestinal. Cereais, legumes, verduras e frutas, portanto, são altamente recomendáveis. De quebra, também ajudam a cicatrizar e melhorar a circulação do sangue. Iogurte, por ajudar a recompor a flora intestinal, é outro produto indicado.

Alimentos ricos em ácidos graxos, óleos vegetais e ômega 3 ajudam na cicatrização e previnem reações inflamatórias. Inclua na dieta feijão, ervilha, lentilha, peixes e aves.

 

Muita água

É muito importante manter o corpo hidratado. Indispensável. A recomendação é ingerir pelo menos oito copos diários de água. E o consumo pode ser complementado com água de coco e sucos.

 

Evite

Alguns grupos de alimentos atrapalham o processo e devem ser evitados. Produtos ricos em gordura saturada e açúcar, por exemplo, devem ser evitados. Também se recomenda reduzir a quantidade de sal ingerida, pois o sódio pode aumentar a retenção de líquido e o inchaço do organismo.

Vale a pena, então, passar longe de embutidos, enlatados e fast-food. Refrigerantes, carnes gordurosas e frituras também são desaconselháveis em meio ao processo.

 

Conheça também outros cuidados para se tomar antes da cirurgia.

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Por Dr. Vitorio Maddarena

Cirurgião plástico e Diretor Clínico da Clínica Maddarena

 

Os pacientes hoje em dia chegam bem informados ao consultório. Principalmente graças à internet, muitos já vêm com uma boa ideia de como funcionam os procedimentos e mesmo com palpites sobre o que pode ou não ser adequado para seu caso. Até as perguntas que me fazem costumam ser mais elaboradas do que eram no começo de minha carreira.

Por um lado isso é ótimo em todos os sentidos: os pacientes estão mais conscientes e nós, médicos, somos estimulados a estarmos sempre atualizados. Por outro, é preciso tomar muito cuidado com informações erradas disseminadas sem critérios adequados. Sim, as fake news também são um grande problema na medicina.

 

Em 2016, o Google e o Hospital Albert Einstein fizeram uma parceria no Brasil em que médicos ajudam a revisar conteúdos de saúde que aparecem com mais relevância nas buscas. É uma tentativa muito válida de combater a desinformação.

 

Informações falsas a um clique de distância

Recentemente, um estudo realizado pela Rutgers, a universidade estadual de Nova Jersey, nos Estados Unidos, identificou que, no caso das cirurgias plásticas, o YouTube é a principal fonte de informações falsas ou inadequadas.

Os pesquisadores avaliaram 240 vídeos com 160 milhões de visualizações na plataforma, justamente os que mais apareciam quando o internauta procurava esclarecimentos sobre os termos “blefaroplastia”, “cirurgia de pálpebras”, “preenchimentos faciais”, “otoplastia”, “cirurgia de orelha”, “facelift”, “rinoplastia”, “aumento dos lábios” e “preenchimento labial”.

Os resultados foram alarmantes, pensando no alcance dessas informações. Noventa e quatro dos vídeos simplesmente eram baseados em achismos, sem nenhum profissional médico ouvido como fonte. A grande maioria não passava de material de marketing, também com informações enviesadas e exageradas.

É preciso cautela. A internet pode, sim, ser uma ferramenta para pesquisar sobre cuidados com a saúde. Mas as dúvidas precisam ser tiradas com seu médico de confiança. Ele está preparado para tratar das questões com precisão, comprometimento, embasamento e, principalmente, respeitando as especificidades de cada paciente.

 

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As temidas estrias nada mais são do que cicatrizes. Elas surgem quando fibras de colágeno se rompem, marcando a pele. No começo, têm um tom avermelhado, indicando que ainda estão presentes nelas vasos sanguíneos – que, se tratados, podem ajudar a regenerar a região. É por isso que dizemos que as estrias já esbranquiçadas são mais difíceis de tratar.

Conheça agora algumas formas para amenizar a aparência das estrias:

 

1. Laser

O laser é uma luz muito forte que, se programada e operada corretamente, atinge seu alvo para um tratamento específico. Ele estimula a produção de colágeno, o que auxilia em vários tipos de cicatrização. Além das estrias, também proporciona excelentes resultados nas marcas de acne, manchas na pele e poros dilatados. Os resultados são visíveis já nas primeiras sessões.

 

2. Peeling químico

Também é possível estimular a produção de colágeno com o peeling químico. Trata-se de uma solução química que, aplicada sobre as estrias, provoca a regeneração da área. O tipo do ácido utilizado depende da aparência da estria (cor e dimensões). É um método versátil – assim como o laser, e pode ser usado para outros fins, como a melhora de manchas na pele causadas pela acne.

 

3. Microdermoabrasão (ou peeling físico)

Técnica que inclui o peeling de diamante e o de cristal, é outra forma de se provocar a regeneração da pele. Com um aparelho específico, o profissional qualificado desgasta a área afetada com muito cuidado. Mas não se assuste: o procedimento é indolor – causa, no máximo, um pequeno desconforto que passa em segundos.

 

4. Multiwaves (ou LED)

Você sabia que as lâmpadas de LED também são úteis no combate às estrias? Claro que em uma versão tecnológica diferente da que ilumina nossas casas. Esse método específico estimula a cicatrização e o rejuvenescimento da pele. E também tem outras várias indicações, inclusive para fortalecimento capilar!

 

5. Cirurgia plástica

Plásticas como a abdominal têm por finalidade corrigir excessos de pele e reposicionar musculaturas. Já que a cirurgia envolve corte de pele, algumas estrias podem ser eliminadas no processo. Como já comentamos em outro texto, converse sempre com seu médico para entender as expectativas da cirurgia e os resultados que podem ser alcançados.

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A face é dividida em três partes: o terço superior, representado pela testa; o terço médio, ocupado pelo nariz; e o terço inferior, entre o final do nariz e o queixo.

Cada uma dessas três partes tem um volume próprio, garantindo a harmonia da face.

 

Carinha de bebê

Logo ao nascer, a face é redonda. Gradualmente, sofre um giro para frente e para baixo, tornando-se alongada. O centro desse giro, que se mantém ao longo da vida, fica no meato acústico, o buraco da orelha. Isso faz com que os tecidos da região central da face sofram mais os efeitos dessa movimentação. Dessa forma, os volumes se alteram, pois a mudança de posição causa um esvaziamento do terço médio, a região das maçãs do rosto, ao mesmo tempo que aumenta o volume do contorno da mandíbula – os chamados “buldoguinhos”.

Como o volume é proporcionado pelo osso da testa, no terço superior não ocorre uma variação grande, embora o efeito do giro seja notado pela posição mais baixa das sobrancelhas.

 

 

Mudanças ao longo da vida 

Ao observar fotografias de uma mesma pessoa ao longo da vida, podemos notar que uma face inicialmente com formato de um tonel, ou triângulo, apontado para baixo, com o tempo tende a se tornar um tonel apontado para cima, passando por uma fase em que se assemelha a um retângulo.

Essa mudança de volumetria é o objeto a ser tratado em uma intervenção cirúrgica. Mais do que esticar a pele, deve-se reposicionar os volumes a fim de se obter uma maior harmonia e rejuvenescimento da face.

Existem também as microáreas, como na região dos olhos. O olho é uma esfera do tamanho de um limão, apoiado em cinco colchõezinhos de gordura – dois em cima e três embaixo. Com o tempo esses coxins escorregam para a frente, criando as bolsas palpebrais ao mesmo tempo que deixam o olho mais fundo. A essa altura, há alteração da volumetria local, deixando a face com um aspecto mais envelhecido.

 

 

O que se usa no preenchimento?

A tecnologia permitiu aprimorar as técnicas tradicionais de preenchimento, proporcionando menos rejeição e possibilitando resultados mais seguros. O cirurgião plástico deve avaliar o paciente e, de acordo com a necessidade, pode utilizar recursos como silicone na forma sólida ou acondicionado dentro de “envelopes”, polimetilmetacrilato (PMMA) e ácido hialurônico. Este último, por ser uma molécula também existente em nosso corpo, não causa rejeição ou alergias.

 

 

E como as rugas se formam? 

Na face ocorre o fenômeno da hipercinesia muscular, ou a contração excessiva dos músculos. Ela provoca as rugas dinâmicas, aquelas que aparecem quando fazemos determinadas expressões, como os pés-de-galinha ao redor dos olhos. De tanto dobrar sempre no mesmo local, as fibras de colágeno se quebram e formam as chamadas rugas estáticas, presentes mesmo com a face em repouso, sem nenhum tipo de expressão.

Nesses casos usamos a toxina botulínica para relaxar a musculatura e, portanto, tratar o componente dinâmico da ruga. Posteriormente, complementamos com ácido hialurônico para preencher o espaço deixado pelas fibras de colágeno destruídas, tratando o componente estático da ruga.

 

 

O rejuvenescimento facial só é possível com cirurgia plástica?

Boas notícias: é possível associar técnicas e ter bons resultados. A toxina botulínica pode ser usada para diminuir a força de contração dos músculos que puxam a face para baixo. Consequentemente os músculos que puxam para cima se tornarão proporcionalmente mais fortes, proporcionando um aspecto de rejuvenescimento.

Associando tal efeito à correção da volumetria com os preenchedores, obtém-se efeitos muito satisfatórios a quem deseja um rejuvenescimento facial sem passar por uma cirurgia. A realização desses procedimentos é rápida – costuma levar de 10 a 30 minutos –, e praticamente indolor: usa-se anestesia local ou, em alguns casos, até se dispensa a aplicação do anestésico.

O efeito obtido é o restabelecimento da volumetria, com o reposicionamento do triângulo facial apontando para baixo. É claro que, em alguns, a intervenção cirúrgica se faz necessária, mas a amenização é garantida.

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Não é possível apagar uma cicatriz, já que ela é consequência da maneira como seu corpo se recupera de um trauma.

Mas a boa notícia é que muitas delas podem ser melhoradas para que tenham uma aparência mais uniforme em relação ao seu entorno. Em nosso blog já falamos sobre os cuidados gerais de uma cicatriz. Mas o que fazer para melhor sua aparência? Veja a seguir algumas condutas que podem ser tomadas:

 

Siga sempre as orientações do seu médico

Se a cicatriz for em decorrência de uma cirurgia, seu médico irá lhe instruir sobre os cuidados necessários. Siga todos à risca e informe o profissional caso tenha dores, secreções ou reações inesperadas. Se ficar com alguma dúvida ou insegurança sobre sua cicatrização, aproveite o acompanhamento do pós-operatório e converse com seu médico.

 

Massagens na cicatriz

É possível fazer manobras que “relaxam” a cicatriz e suavizam seu aspecto. Mas é preciso ter cuidado para não interferir no processo de cicatrização. Consulte seu médico para que ele lhe mostre os movimentos indicados para seu caso.

 

Compressão

Há no mercado faixas de silicone que auxiliam na suavização de cicatrizes. Elas aderem ao corpo e, se usadas de forma adequada em tecidos sadios, costumam apresentar bons resultados. Agem hidratando a área e fazendo uma leve pressão sobre a região. Por serem feitas de material flexível, sua colocação não causa desconforto.

 

Laser

Há alguns tipos de laser que podem ser usados para diminuir a cor avermelhada das cicatrizes ou mesmo para ordenar as fibras de colágeno que estão se formando no local da cicatrização. Podem igualmente ser usados para estrias e rugas. O desconforto é suportável e cremes anestésicos aumentam a tolerância.

 

Pomadas

Elas ajudam a melhorar algumas características das cicatrizes. Servem para acelerar o processo de maturação da cicatriz. Entretanto, não têm a capacidade de fazer uma cicatriz desaparecer. Por serem medicamentos, o uso deve ser prescrito por um médico, que irá orientar o paciente sobre a aplicação correta.

 

Cirurgia plástica

Há casos em que a cicatriz requer intervenção cirúrgica para melhorar, tanto o aspecto, como a funcionalidade. Além de alterações estéticas (desnivelamento, alargamento, coloração inadequada), em alguns casos cicatrizes podem doer ou apresentar prurido.

Nesses casos cirúrgicos, os tecidos cicatriciais são removidos, tanto por fora como internamente. A pele e suas camadas são unidos novamente de maneira a tornar a mínima a quantidade de tecidos cicatriciais.  Depois da operação, é necessário associar outros procedimentos, como laser ou injeções de corticoide e outros medicamentos para que a nova cicatriz se forme de maneira mais harmônica. Converse com seu médico para conhecer o pós-operatório.

 

 

O que são cicatrizes?

A cicatriz, antes de mais nada é a reparação (conserto) de uma lesão. Não importa qual seja o órgão acometido, a cicatrização ocorre sempre do mesmo modo. Ou seja, no rim ou na pele, uma cicatriz, vista ao microscópio, tem o mesmo aspecto.

Assim fica mais fácil entender: a cicatriz pode estar na pele, mas não é pele. Pode ficar elevada, deprimida ou alargada. Pode ter uma coloração mais clara ou mais escura do que a pele ao redor. Pode também estar em posição desfavorável em relação às linhas de força da pele – dependendo da região, estar na vertical ou na horizontal faz toda a diferença.

A cirurgia plástica atua removendo os tecidos cicatriciais, reduzindo-os ao mínimo possível, e unindo camada por camada os tecidos das bordas da ferida.

 

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