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Quem fuma já deve ter se deparado com o alerta do Ministério da Saúde em maços de cigarro: este produto causa envelhecimento precoce de pele. Sim, a pele é um dos tantos órgãos que sofrem danos causados pelo fumo.

Estudos comparativos divulgados pela organização Action On Smoking & Health mostram que quem fuma pode ter, aos 40 anos, tantas rugas quanto um não-fumante de 60 anos. E os malefícios não param por aí.

Manchas, aspecto seco e perda da elasticidade são alguns dos efeitos ruins visíveis na pele de um fumante. Se você fuma e está precisando de um incentivo para abandonar de vez o vício, veja uma listinha para entender o que o cigarro causa em sua pele.

 

Manchas

Princípio ativo do cigarro, a nicotina é uma droga psicoativa de cor amarelada. Com o tempo, ela vai se impregnando na pele. É por isso que fumantes podem apresentar manchas amareladas nas mãos, sobretudo nas pontas dos dedos — na hora em que se está fumando, o calor ajuda a fixar essa coloração na pele.

Como fumar também pode causar má circulação sanguínea, é relativamente comum ainda que fumantes tenham manchas em outras partes do corpo — no caso, uma coloração irregular e desigual da pele.

Quem já apresenta essas manchas e se incomoda com o aspecto que elas causam pode conversar com um médico sobre como atenuá-las. É possível tratá-las com peelings e aplicações de lasers específicos.

 

Aspecto envelhecido

Quem fuma tem a pele mais ressecada. Isto se explica por causa do que se convencionou chamar de estresse oxidativo do cigarro. Trata-se de um processo de inibição da produção de colágeno e de elastina — justamente as proteínas que agem na firmeza e elasticidade da pele. Também há redução das vitaminas A, C e E.

Há ainda um outro problema: a vasoconstrição dos capilares sanguíneos. Com o tempo, o fumante passa a apresentar um estreitamento dos vasos sanguíneos, o que diminui, consequentemente, a quantidade transportada de oxigênio, nutrientes e outras substâncias essenciais para a pele. Estudos mostram que um único cigarro diminui a oxigenação da pele por cerca de uma hora.

E a lista de efeitos nocivos não para por aí: as substâncias tóxicas do cigarro também deixam a pele mais vulnerável a dermatites e psoríase.

Pele que apresenta envelhecimento precoce precisa ser avaliada por um médico dermatologista. Ele é o profissional capacitado a entender o motivo desse envelhecimento e a prescrever tratamentos para atenuá-lo.

 

Códigos de barra

Este é o nome que se dá para aquelas inconfundíveis linhas de expressão que quase todo fumante de longa data tem nas proximidades da boca. Elas se formam pela mesma razão que outras marcas, como as rugas que são adquiridas por quem tem o hábito de franzir muito a testa: são resultado da repetição de um mesmo movimento. No caso, o ato de tragar o cigarro, que mobiliza de forma recorrente o mesmo conjunto de músculos faciais.

O ácido hialurônico ajuda a amenizar as linhas, quando já estão aparentes. Aplicações em pontos estratégicos preenchem os sulcos e ajudam a combater o aspecto envelhecido dos lábios de quem fuma.

 

Mais efeitos no corpo

Na semana que vem vamos falar sobre mais efeitos negativos do cigarro na beleza e como contornar os danos já causados. Fique ligado!

 

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