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Categoria: Cirurgia Plástica

Cada corpo é único, então é natural que existam vários formatos e tamanhos de implantes de silicone de mama. Fique tranquila pois, com base nas suas expectativas, seu cirurgião plástico irá ajudá-la a decidir pela opção mais harmônica.

Entenda aqui alguns aspectos que são levados em consideração:

 

Tamanho – do implante e da paciente

Algumas pacientes querem apenas “dar um up” nos seios, que ficam flácidos com o passar dos anos. Nesses casos, próteses menores são suficientes, já que o médico também retira eventuais excessos de pele para um resultado mais completo.

Para as que desejam mais volume, o cirurgião precisa avaliar a estrutura corporal antes de definir a dimensão do implante. É comum vermos celebridades dizendo quantos mililitros de silicone utilizaram, mas é importante lembrar que cada organismo é único. Mesmo quando nos inspiramos no corpo de alguém, é preciso entender que os resultados podem variar e que faz parte do trabalho de um bom médico manter seus pacientes informados e ser realista quanto a expectativas. Fatores como altura, tamanho do tórax, espessura da pele e tendência a flacidez e estrias são muito importantes e devem ser avaliados.

 

Formato

Depois de avaliar o biótipo da paciente e suas expectativas com a cirurgia, o médico vai escolher o formato de implante mais adequado para o caso. As opções mais comuns são as em formato de gota ou redondas. Há também tipos usados mais comumente em casos de reconstrução da mama, por exemplo, após um câncer: a paciente pode desejar apenas manter a simetria do corpo, sem mexer no aspecto que tinha antes da doença.

Quanto ao perfil, ele pode ser baixo, moderado ou alto. Há ainda os implantes cônicos, pouco usados. Olhando de lado, observamos o perfil dos implantes e olhando por cima, podem ser redondas ou em gota (ou pera)

 

Local de colocação

Também considerando o corpo de cada paciente, o médico vai decidir como o implante será colocado. É possível fazer incisões na aréola, por baixo da mama ou na axila. Além disso, o silicone pode ser posicionado por baixo ou por cima do músculo peitoral.

 

Mas, afinal, do que os implantes são feitos?

De maneira simplificada, os implantes de silicone para a mama são constituídos por duas partes: a membrana (ou invólucro) e o preenchimento. O silicone interno é um gel de alta coesividade – o que, além de manter a forma, também dificulta o extravasamento.

Já o invólucro é de silicone elastóide. É feito em múltiplas camadas para diminuir a porosidade da membrana e assim aumentar a garantia de que não deixará o silicone gel escapar.

 

Cuidados gerais

Mesmo sendo uma das cirurgias plásticas mais comuns, a colocação de implantes de silicone é coisa séria e deve ser feita por um médico experiente e capacitado. Verifique se ele é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e se tem cadastro ativo no Conselho Regional de Medicina da região em que atua.

Além disso, é muito importante seguir todas as orientações de seu médico antes e depois da cirurgia. Esses cuidados são essenciais para se chegar ao resultado esperado.

 

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Muita gente tem vontade de se submeter a procedimentos cirúrgicos para melhorar o visual e acaba esbarrando no fator tempo. Afinal, passar por uma cirurgia eletiva – esta que pode ser feita sem urgência nem pressa – exige também certas manobras na agenda: da dedicação no preparo, o dia da operação em si e, principalmente, a recuperação. Uma alternativa que pode funcionar em inúmeros casos é a chamada cirurgia combinada.

A ideia é aproveitar esse tempo para já resolver duas (ou mais) questões de uma só vez. Muitas vezes, até a anestesia pode ser “aproveitada”, diminuindo assim o impacto no organismo.

 

Limites da cirurgia combinada

Claro que há procedimentos cirúrgicos que podem ser feitos concomitantemente. Inclusive se forem de especialidades médicas diferentes – nesse caso, é preciso que as equipes envolvidas planejem conjuntamente o que será feito e qual procedimento será realizado primeiro.

Acontece de pacientes chegarem ao consultório querendo fazer tudo de uma só vez. Lipoaspiração, implante de silicone, cirurgia nos braços… Muita calma. Tudo precisa ser avaliado de forma racional pelo médico.

Os limites do impacto de uma cirurgia no organismo variam de pessoa para pessoa. Idade, preparo físico, antecedentes de saúde e histórico familiar precisam ser avaliados. Exames ajudam o médico a analisar se realmente é o caso de fazer mais de uma cirurgia ao mesmo tempo. Além disso, é preciso colocar na balança as restrições e as necessidades impostas por cada tipo de cirurgia envolvida. O tempo total dos procedimentos também tem de ser levado em conta.

Em geral, procedimentos mais facilmente associados são aqueles que se enquadram na mesma área cirúrgica – ou, pelo menos, aqueles cujo pós-operatório envolve a mesma posição. Exemplos de combinações clássicas são lipoaspiração e abmominoplastia, prótese nas mamas e lipoaspiração, mamoplastia e abdominoplastia ou lifting facial e cirurgia de nariz.

O importante é chegar a um consenso entre as expectativas do paciente e, principalmente, os conhecimentos e as responsabilidades do médico. Por isso, mais do que nunca, na hora da cirurgia a confiança é fundamental.

Realizando os procedimentos para a cirurgia combinada de maneira consciente e seguindo as recomendações, a recuperação ocorrerá sem sobressaltos. E o resultado será compensador.

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Alimentação saudável, dieta equilibrada, pratos leves – as expressões todo mundo já conhece. Mas que tipo de comida, enfim, ajuda no processo operatório? Quais ajustes essenciais a se fazer no cardápio para que a cirurgia seja mais tranquila – e a recuperação mais fácil?

Uma alimentação adequada não só contribui para o procedimento em si, como também faz com que os resultados da operação sejam mais eficientes e duradouros.

 

Por que é importante?

Por mais simples que seja, um procedimento cirúrgico sempre é uma interferência no organismo. Assim, a alimentação correta é fundamental para que o corpo reaja da melhor forma e esteja menos vulnerável a complicações.

Estudos mostram que riscos de problemas decorrentes de procedimentos cirúrgicos caem consideravelmente se o paciente, nos 30 dias que antecedem a cirurgia, comeu adequadamente. Em outras palavras, a alimentação prepara o organismo para o trauma inerente a um procedimento operatório.

Além disso, justamente por estar mais equilibrado e saudável, o corpo tende a se recuperar mais facilmente se o indivíduo tem hábitos corretos de alimentação.

É preciso atentar para dois planos: uma dieta pré-operatória e uma dieta pós-operatória. Ou seja: antes, investir em alimentos que ajudem a preparar o metabolismo; após a cirurgia, intensificar o consumo daqueles que ajudam nos processos de recuperação e cicatrização.

 

Inclua no dia a dia

Alguns alimentos ajudam a melhorar a imunidade do organismo e auxiliam na produção do colágeno – ou seja, dão aquela forcinha extra na cicatrização. Exemplos bons são tomate, pimentão e vegetais verde-escuros, como brócolis, agrião e espinafre. São alimentos que ajudam na absorção de ferro e previnem a anemia. Ingira também aqueles ricos em vitamina C, principalmente frutas como laranja, acerola, abacaxi, entre outras.

No pós-operatório, é comum que o paciente tenha dificuldade para evacuar. Por isso, é importante consumir alimentos ricos em fibras, que ajudam no funcionamento intestinal. Cereais, legumes, verduras e frutas, portanto, são altamente recomendáveis. De quebra, também ajudam a cicatrizar e melhorar a circulação do sangue. Iogurte, por ajudar a recompor a flora intestinal, é outro produto indicado.

Alimentos ricos em ácidos graxos, óleos vegetais e ômega 3 ajudam na cicatrização e previnem reações inflamatórias. Inclua na dieta feijão, ervilha, lentilha, peixes e aves.

 

Muita água

É muito importante manter o corpo hidratado. Indispensável. A recomendação é ingerir pelo menos oito copos diários de água. E o consumo pode ser complementado com água de coco e sucos.

 

Evite

Alguns grupos de alimentos atrapalham o processo e devem ser evitados. Produtos ricos em gordura saturada e açúcar, por exemplo, devem ser evitados. Também se recomenda reduzir a quantidade de sal ingerida, pois o sódio pode aumentar a retenção de líquido e o inchaço do organismo.

Vale a pena, então, passar longe de embutidos, enlatados e fast-food. Refrigerantes, carnes gordurosas e frituras também são desaconselháveis em meio ao processo.

 

Conheça também outros cuidados para se tomar antes da cirurgia.

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Por Dr. Vitorio Maddarena

Cirurgião plástico e Diretor Clínico da Clínica Maddarena

 

Os pacientes hoje em dia chegam bem informados ao consultório. Principalmente graças à internet, muitos já vêm com uma boa ideia de como funcionam os procedimentos e mesmo com palpites sobre o que pode ou não ser adequado para seu caso. Até as perguntas que me fazem costumam ser mais elaboradas do que eram no começo de minha carreira.

Por um lado isso é ótimo em todos os sentidos: os pacientes estão mais conscientes e nós, médicos, somos estimulados a estarmos sempre atualizados. Por outro, é preciso tomar muito cuidado com informações erradas disseminadas sem critérios adequados. Sim, as fake news também são um grande problema na medicina.

 

Em 2016, o Google e o Hospital Albert Einstein fizeram uma parceria no Brasil em que médicos ajudam a revisar conteúdos de saúde que aparecem com mais relevância nas buscas. É uma tentativa muito válida de combater a desinformação.

 

Informações falsas a um clique de distância

Recentemente, um estudo realizado pela Rutgers, a universidade estadual de Nova Jersey, nos Estados Unidos, identificou que, no caso das cirurgias plásticas, o YouTube é a principal fonte de informações falsas ou inadequadas.

Os pesquisadores avaliaram 240 vídeos com 160 milhões de visualizações na plataforma, justamente os que mais apareciam quando o internauta procurava esclarecimentos sobre os termos “blefaroplastia”, “cirurgia de pálpebras”, “preenchimentos faciais”, “otoplastia”, “cirurgia de orelha”, “facelift”, “rinoplastia”, “aumento dos lábios” e “preenchimento labial”.

Os resultados foram alarmantes, pensando no alcance dessas informações. Noventa e quatro dos vídeos simplesmente eram baseados em achismos, sem nenhum profissional médico ouvido como fonte. A grande maioria não passava de material de marketing, também com informações enviesadas e exageradas.

É preciso cautela. A internet pode, sim, ser uma ferramenta para pesquisar sobre cuidados com a saúde. Mas as dúvidas precisam ser tiradas com seu médico de confiança. Ele está preparado para tratar das questões com precisão, comprometimento, embasamento e, principalmente, respeitando as especificidades de cada paciente.

 

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A face é dividida em três partes: o terço superior, representado pela testa; o terço médio, ocupado pelo nariz; e o terço inferior, entre o final do nariz e o queixo.

Cada uma dessas três partes tem um volume próprio, garantindo a harmonia da face.

 

Carinha de bebê

Logo ao nascer, a face é redonda. Gradualmente, sofre um giro para frente e para baixo, tornando-se alongada. O centro desse giro, que se mantém ao longo da vida, fica no meato acústico, o buraco da orelha. Isso faz com que os tecidos da região central da face sofram mais os efeitos dessa movimentação. Dessa forma, os volumes se alteram, pois a mudança de posição causa um esvaziamento do terço médio, a região das maçãs do rosto, ao mesmo tempo que aumenta o volume do contorno da mandíbula – os chamados “buldoguinhos”.

Como o volume é proporcionado pelo osso da testa, no terço superior não ocorre uma variação grande, embora o efeito do giro seja notado pela posição mais baixa das sobrancelhas.

 

 

Mudanças ao longo da vida 

Ao observar fotografias de uma mesma pessoa ao longo da vida, podemos notar que uma face inicialmente com formato de um tonel, ou triângulo, apontado para baixo, com o tempo tende a se tornar um tonel apontado para cima, passando por uma fase em que se assemelha a um retângulo.

Essa mudança de volumetria é o objeto a ser tratado em uma intervenção cirúrgica. Mais do que esticar a pele, deve-se reposicionar os volumes a fim de se obter uma maior harmonia e rejuvenescimento da face.

Existem também as microáreas, como na região dos olhos. O olho é uma esfera do tamanho de um limão, apoiado em cinco colchõezinhos de gordura – dois em cima e três embaixo. Com o tempo esses coxins escorregam para a frente, criando as bolsas palpebrais ao mesmo tempo que deixam o olho mais fundo. A essa altura, há alteração da volumetria local, deixando a face com um aspecto mais envelhecido.

 

 

O que se usa no preenchimento?

A tecnologia permitiu aprimorar as técnicas tradicionais de preenchimento, proporcionando menos rejeição e possibilitando resultados mais seguros. O cirurgião plástico deve avaliar o paciente e, de acordo com a necessidade, pode utilizar recursos como silicone na forma sólida ou acondicionado dentro de “envelopes”, polimetilmetacrilato (PMMA) e ácido hialurônico. Este último, por ser uma molécula também existente em nosso corpo, não causa rejeição ou alergias.

 

 

E como as rugas se formam? 

Na face ocorre o fenômeno da hipercinesia muscular, ou a contração excessiva dos músculos. Ela provoca as rugas dinâmicas, aquelas que aparecem quando fazemos determinadas expressões, como os pés-de-galinha ao redor dos olhos. De tanto dobrar sempre no mesmo local, as fibras de colágeno se quebram e formam as chamadas rugas estáticas, presentes mesmo com a face em repouso, sem nenhum tipo de expressão.

Nesses casos usamos a toxina botulínica para relaxar a musculatura e, portanto, tratar o componente dinâmico da ruga. Posteriormente, complementamos com ácido hialurônico para preencher o espaço deixado pelas fibras de colágeno destruídas, tratando o componente estático da ruga.

 

 

O rejuvenescimento facial só é possível com cirurgia plástica?

Boas notícias: é possível associar técnicas e ter bons resultados. A toxina botulínica pode ser usada para diminuir a força de contração dos músculos que puxam a face para baixo. Consequentemente os músculos que puxam para cima se tornarão proporcionalmente mais fortes, proporcionando um aspecto de rejuvenescimento.

Associando tal efeito à correção da volumetria com os preenchedores, obtém-se efeitos muito satisfatórios a quem deseja um rejuvenescimento facial sem passar por uma cirurgia. A realização desses procedimentos é rápida – costuma levar de 10 a 30 minutos –, e praticamente indolor: usa-se anestesia local ou, em alguns casos, até se dispensa a aplicação do anestésico.

O efeito obtido é o restabelecimento da volumetria, com o reposicionamento do triângulo facial apontando para baixo. É claro que, em alguns, a intervenção cirúrgica se faz necessária, mas a amenização é garantida.

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